Missão Apoio Kariya

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Somos todos tão frágeis

Em nosso trabalho aqui, nas igrejas por onde passamos e na vida, descobrimos que nos bastidores da humanidade existem dores comuns que doem em pessoas diferentes. E, nesta vida tão breve, acabei descobrindo um dos seus maiores segredos e que talvez seja o meu maior medo: passar por esta vida sem tocar o coração das pessoas que sofrem e que silenciosamente pedem a minha ajuda.

A minha função nesta terra é viver para religar laços que foram desfeitos, restaurar o que foi danificado, ser um ponto de segurança para os perdidos e, de alguma forma, transmitir o amor de Deus.

Em tempos líquidos, o que o mundo espera de mim é a firmeza de um abraço, a segurança de uma palavra dita na hora certa e a certeza de um amor solidário e restaurador.

Sinceramente, não posso terceirizar essa função, essa é a minha missão. Não posso deixar que a crise humana venha falir essa missão em mim. Não posso deixar que vidas se desmanchem nesta terra sem, no mínimo, fazer algo por elas. Posso ser o maior religioso do mundo, mas, se eu não agir em favor do bem e da vida, serei um eterno miserável e falido em minhas missões.

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Ministério de Jesus

O Ministério de Jesus começa com o Seu batismo, na região da Judeia, perto do rio Jordão. O Evangelho de Lucas (Lucas 3.23) afirma que Jesus tinha cerca de 30 anos na época em que começou Seu ministério.

Jesus volta para a Galileia depois de passar 40 dias no deserto da Judeia. Neste período inicial, pregou a Palavra e escolheu Seus primeiros discípulos, que começaram a viajar com Ele. A notícia sobre Jesus começa a se espalhar pela Galileia. O povo O admirava, porque Ele falava como quem tinha autoridade.

Por onde Jesus passava havia sinais e maravilhas: transformava água em vinho, multiplicava pães e peixes, curava enfermos, libertava cativos, ressuscitava mortos, expulsava demônios e pregava sobre o Reino de Deus e a importância do arrependimento para a salvação.

Seu ministério termina em Jerusalém, depois de Sua última ceia com Seus discípulos. Nos capítulos 14 a 17 do Evangelho de João, Jesus encerra a ceia com uma Palavra de despedida, que prepara os discípulos para a Sua partida.

Ele, então, ora ao Pai dizendo: “Eu Te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer, e, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que Eu tive junto de Ti, antes que houvesse mundo… Pai, a minha vontade é que onde Eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo… Eu lhes fiz conhecer o Teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e Eu neles esteja” (João 17.1- 26).

 

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Não deixe a esperança morrer

Diariamente, ao nosso redor ou nos noticiários, vemos muitas pessoas sofrendo. Perseguição, guerras, acidentes, doenças, violência, perdas dos mais variados tipos. Muito choro, muita dor, muito desespero caracterizam a maior parte desses momentos. Mas é incrível ver que, mesmo em meio ao caos, existem aqueles que mantêm a esperança viva dentro do coração e ainda conseguem tirar de tudo isso uma lição a ser repassada a outras vidas.

Essas pessoas de quem a esperança é mantida acesa entendem que as aflições vividas na terra – cujo acontecimento foi previamente avisado por Jesus Cristo em João 16.33 – são inevitáveis, mas passageiras e, às vezes, até transformadoras.

Inevitáveis porque todo ser humano passa por situações delicadas pelo menos uma vez na vida. Jesus, o Filho Unigênito de Deus, por exemplo, morreu numa cruz, sofreu todos os tipos de dor provenientes de tal ato. “Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a Sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, Ele não abriu a Sua boca” (Isaías 53.7).

Passageiras porque há tempo para todas as coisas debaixo do céu. “Tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar” (Eclesiastes 3.4). Uma hora a aflição passa, a dor cessa, o coração se acalma, o refrigério vem à alma. O entendimento de que todas – TODAS – as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus vira convicção e ajuda na aceitação dos propósitos de Deus, mesmo que não revelados em sua totalidade num primeiro momento.

Transformadoras porque muitas das coisas que acontecem conosco, sejam boas ou ruins, deixam alguma lição, nos aproximam mais de Deus, geram renovação de mente e mudança de caráter. Por meio das experiências, mesmo aquelas que (ao nosso ver) são negativas, somos fortalecidos no Senhor. Um exemplo é o apóstolo Paulo: “E disse-me: ‘A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza’. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte” (2 Coríntios 12.9,10).

Todo cristão precisa entender que as aflições existirão, tanto para ímpios quanto para quem segue Jesus. Pois, da mesma forma como Deus “faz raiar o Seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos” (Mateus 5.45), ambos também estarão sujeitos a situações ruins. A diferença estará na forma como cada pessoa lidará com elas: tendo consciência de que são passageiras e tirando delas lições que poderão gerar transformação tanto na própria vida, mantendo sempre viva a esperança, quanto na vida de outros que vierem a passar pelo mesmo momento e precisarem de ajuda; ou lançando tudo para o ar, desistindo de prosseguir, achando que o Pai, o Filho e o Espírito Santo estão em um complô contra ela, deixando a esperança ir pelo ralo e, consequentemente, impedindo que um possível testemunho de perseverança, força e fé alcance outras pessoas.

Não permita que as circunstâncias da vida, que as perdas ou as não realizações, que as coisas deste mundo caído ofusquem a esperança que há em você, proveniente da fé em Cristo Jesus. Mas entenda que nada acontece por acaso, que em tudo há um propósito divino, que Ele sabe de todas as coisas, pois tem uma visão ilimitada, diferente da nossa, e, por isso, consegue enxergar além e tem resposta para todas as coisas, e que esta nem sempre nos será revelada, porque também nem tudo a mente humana consegue entender. Apenas descanse, espere, confie, e não deixe a esperança morrer. Jesus é sempre contigo! Creia!

by: dayanecristina