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Não deixe a esperança morrer

Diariamente, ao nosso redor ou nos noticiários, vemos muitas pessoas sofrendo. Perseguição, guerras, acidentes, doenças, violência, perdas dos mais variados tipos. Muito choro, muita dor, muito desespero caracterizam a maior parte desses momentos. Mas é incrível ver que, mesmo em meio ao caos, existem aqueles que mantêm a esperança viva dentro do coração e ainda conseguem tirar de tudo isso uma lição a ser repassada a outras vidas.

Essas pessoas de quem a esperança é mantida acesa entendem que as aflições vividas na terra – cujo acontecimento foi previamente avisado por Jesus Cristo em João 16.33 – são inevitáveis, mas passageiras e, às vezes, até transformadoras.

Inevitáveis porque todo ser humano passa por situações delicadas pelo menos uma vez na vida. Jesus, o Filho Unigênito de Deus, por exemplo, morreu numa cruz, sofreu todos os tipos de dor provenientes de tal ato. “Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a Sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, Ele não abriu a Sua boca” (Isaías 53.7).

Passageiras porque há tempo para todas as coisas debaixo do céu. “Tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar” (Eclesiastes 3.4). Uma hora a aflição passa, a dor cessa, o coração se acalma, o refrigério vem à alma. O entendimento de que todas – TODAS – as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus vira convicção e ajuda na aceitação dos propósitos de Deus, mesmo que não revelados em sua totalidade num primeiro momento.

Transformadoras porque muitas das coisas que acontecem conosco, sejam boas ou ruins, deixam alguma lição, nos aproximam mais de Deus, geram renovação de mente e mudança de caráter. Por meio das experiências, mesmo aquelas que (ao nosso ver) são negativas, somos fortalecidos no Senhor. Um exemplo é o apóstolo Paulo: “E disse-me: ‘A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza’. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte” (2 Coríntios 12.9,10).

Todo cristão precisa entender que as aflições existirão, tanto para ímpios quanto para quem segue Jesus. Pois, da mesma forma como Deus “faz raiar o Seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos” (Mateus 5.45), ambos também estarão sujeitos a situações ruins. A diferença estará na forma como cada pessoa lidará com elas: tendo consciência de que são passageiras e tirando delas lições que poderão gerar transformação tanto na própria vida, mantendo sempre viva a esperança, quanto na vida de outros que vierem a passar pelo mesmo momento e precisarem de ajuda; ou lançando tudo para o ar, desistindo de prosseguir, achando que o Pai, o Filho e o Espírito Santo estão em um complô contra ela, deixando a esperança ir pelo ralo e, consequentemente, impedindo que um possível testemunho de perseverança, força e fé alcance outras pessoas.

Não permita que as circunstâncias da vida, que as perdas ou as não realizações, que as coisas deste mundo caído ofusquem a esperança que há em você, proveniente da fé em Cristo Jesus. Mas entenda que nada acontece por acaso, que em tudo há um propósito divino, que Ele sabe de todas as coisas, pois tem uma visão ilimitada, diferente da nossa, e, por isso, consegue enxergar além e tem resposta para todas as coisas, e que esta nem sempre nos será revelada, porque também nem tudo a mente humana consegue entender. Apenas descanse, espere, confie, e não deixe a esperança morrer. Jesus é sempre contigo! Creia!

by: dayanecristina

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